segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A contadora de histórias

Nossaa, parece que faz anos que não apareço aqui!
Hoje faz dois meses que renasci e minha vida mudou completamente desde então! Não, não falo do meu novo modo de pensar a vida. Falo de uma forma mais ampla!
Eu na verdade até penso em contar tudo com detalhes para vocês, mas não será agora. Fim de semestre, estou louquinha!

Só para vocês terem uma idéia, no mês em que fui internada fui também demitida. Não sei se este é o melhor termo, mas o serviço que eu coordenava acabou e não tinham para onde me remanejar. Não deu tempo de ficar desesperada pq na mesma semana passei em uma seleção para professor de uma Universidade daqui de Salvador. Quem me conhece sabe q tudo na minha vida gira em torno de eu me tornar pesquisadora e consequentemente, professora.
Pois é! Já é! Já sou!
Então em dois meses eu mudei de emprego e não foi só uma mudança. Foi a realização do que planejo minuciosamente há quase 4 anos! Já parei para pensar sobre as possibilidades de tudo ter sido uma coincidência mas não consigo...

Agora, sobre explicar porque passei tanto tempo sem aparecer aqui, é mais ou menos como está explicado neste videozinho muito legal!
Eu tinha achado uma idéia muito legal a de Pablo e Jovem de movimentarem esse blog. Qual não foi minha surpresa quando vi que voces não gostaram muito e cobraram a minha volta! AMEIIIIIIII!! Vocês são deliciosos!!!!!!!!!!!!!!!!
Assistam e me falem! Saudadeeeeeeeeeeeessssssss

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quando o carteiro chegou

Olá, amiguitos! Aqui quem vos escreve é o paladino blogueiro da Justiça, o grilo falante da humanidade, aqueles que vocês amam odiar: Jojó da Babá.
Estou aqui a convite de Pablo para dar uma agitada no blog de minha queridíssima amiga, Juju Paracundê.

Pablo solicitou que eu entrasse com todo respeito na parada.
Como vocês sabem, nesse negócio de penetrar a alma feminina eu sou bom.

A frase anterior, por exemplo, tem um duplo sentido de cunho sexual. E, no entanto, não o explorei. Prova de que, com cuspe e jeito, a gente vai dar um up na bagaça.

Isto é um preâmbulo que não interessa.
O texto, meu, mas travestido de Juliana, vem abaixo.
Divirtam-se. Ou tentem.

***
"Quando o carteiro chegou
E o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude,
Nem sei como pude
Chegar ao portão..."

Olááááááááááááááááááá, crianças!
Muita gente não sabe, mas eu e Juliana somos amigos há muitos e muitos anos. Desde praticamente crianças.
July, além de uma pessoa iluminada e que, ainda hoje, ensina muito da vida pra gente, me apresentou a uma paixão que me acompanha e há de me acompanhar até o final dos tempos: as cartas.
Quando vim morar em Salvador, com 13 ou 14 anos, trocávamos cartas (sim, queridos, ainda não havia e-mail e essas coisas chiques e internéticas que hoje há). Era um frisson. De semana em semana, ela recebia um monte de papéis amarfanhados de minha parte e me mandava fotos, historinhas e notícias dos amigos distantes, além, claro, das fofocas da galera.
Tudo isso, esse pacote de informações, essa lufada de ar fresco, estes excertos de uma vida que eu havia deixado pra trás, me chegavam semanalmente em elaborados envelopes coloridíssimos, com desenhos e recortes e tudo mais.
Era muito divertido.
E era com muita ansiedade que eu aguardava as cartas de July. Como eu disse, o capricho nas historinhas, nos envelopes, sempre decorados com gracinhas, com piadas privadas, era extremo (e ríamos muito imaginando a cara do povo no correio vendo aquelas maluquices todas). Eu, jovem e sozinho numa cidade grande e estranha, maltratava cada naco de unha com os dentes aguardando o sorriso de July em cada cartinha.

Mais ou menos do mesmo modo como vocês, hoje, aguardam os posts dela.
Ou melhor dizendo: não do mesmo modo, porque carta é diferente de um post. Não apenas no formato.

Carta é uma coisa que se elabora com um outro espírito.
Há uma certa finesse em sentar-se à mesa, tomar uma folha de caderno e se pôr a escrever de si, à mão, para outra pessoa. O tempo de elaboração faz com que se reformule termos, com que se sedimentem pensamentos, com que ideias se enriqueçam.
Mas o papel tem lá a sua crueldade, também, em não permitir que se apague nada escrito nele.

Marcado de maneira indelével, o papel destas cartinhas registra ainda hoje uma fase muito importante de minha vida.

Depois, naturalmente, o tempo foi passando e nossa correspondência foi se aplainando. Muito provavelmente eu comecei a rarear nas respostas, ou a negligenciar o ritmo de responder, e a coisa foi morrendo.

Mas o vício estava instalado: eu me tornei um apaixonado por cartas.

O tempo passou, me adaptei à cidade grande e já não esperava cartas de July: queria, afoito, adolescente, tomar a vida em minhas mãos.

***

Logo depois, começaram a surgir em minha vida as cartas apaixonadas.
Tanto minhas para as primeiras namoradas quanto delas para mim. Quanto ao que escrevi, não sei mais: é bastante provável que muitas destas mensagens, escritas em apaixonadas noites insones, tenham ido parar na lata do lixo, rasgadas, feitas em picadinho (quer algo mais catártico - e emblemático - do fim de um relacionamento que fazer em pedaços aquelas promessas de amor eterno que não se realizaram?).
Mas das cartas que recebi, sei bem: em envelopes cor-de-rosa, envolvendo papéis rebuscados e perfumados, promessas de amores que nunca iriam se acabar. Cada carta era lida, relida e dissecada milhares de vezes, e eu buscava, em cada espaçamento, em cada derrapada de caneta, o sentido oculto daquilo, o sentimento que movia cada traço. Na caligrafia sinuosa, delicada e sensual de cada carta que recebi de uma mulher na vida, está muito de mim, também.

Talvez por isso nunca rasguei uma carta de amor que recebi na vida.
Aprendi a respeitar o que elas carregam: o devotamento, mesmo que passageiro, de uma pessoa por outra.

Não sou uma pessoa passadista, nostálgica ou apegada às coisa do passado. Adotei com entusiasmo o icq, os e-mails, e tudo o mais. Mas guardo uma certa saudade do tempo em que uma carta mudava toda a sua vida.

E você, querido leitor, já teve o prazer de receber - e enviar - uma carta para alguém?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Notícias que podem mudar o mundo

Ladrão fantasiado de Teletubby é acusado de roubo no Canadá

Ladrão tinha cerca de 1,88 m de altura e pesava entre 90 e 110 quilos.
Vítima foi abordada pelo bandido fantasiado durante o Dia das Bruxas.

Do G1, em São Paulo

Ladrão usou fantasia do Teletubby roxo para cometer assalto. (Foto ilustrativa)

Um ladrão usando uma fantasia do Teletubby roxo (Tinky Winky) está sendo procurado pela polícia de London, no estado de Ontário, no Canadá, acusado de roubo durante o Halloween, o Dia das Bruxas, segundo a emissora "CTV".

De acordo com a polícia, a vítima disse que estava caminhando sozinha pouco depois da meia-noite de sábado (31), quando foi abordada por um homem armado que usava uma fantasia de um Teletubby.

A polícia informou que o suspeito mandou a vítima entregar o dinheiro e, em seguida, fugiu a pé. Segundo descrição feita pela mulher, o ladrão tinha cerca de 1,88 metro de altura e pesava entre 90 e 110 quilos.

Essa notícia é a cara de cabeça é ou não é?

Bjs ou equivalentes tecnológicos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Olá amiguinhos

Estão preparados pra uma semana intensa por aqui?

Pra começar, deixa eu explicar:

Quem vos tecla não é Juliana a dona deste castelo, mas Pablo o conquistador.

(Pra sacar a colé de merma), pra entender melhor clica aqui.

Entendeu direitinho? Então pra começar, a lambança da andança da criança, desejo a todos uma boa semana e todas aquelas coisas sensíveis que pessoas sensíveis como Juliana desjariam.

Bjs ou equivalentes tecnológicos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Envelhecer

Retomar minha vida que ficou parada por 15 dias não está sendo fácil. Muita coisa para fazer e muita coisa p estudar (novidades q só contarei quando acontecer! Torçam por mim). Não voltei mais também pq eu estava muito mexida e só queria falar da beleza da vida, de como é importante a gente ter em mente que a vida é efêmera. Esse post ainda está em construção. Mas enquanto o pau de Jorge continua subindo e Pablo queixa bebidas de aniversario, lá vai um videozinho q exprime tudo, tudo tudo que eu tenho vontade de falar para vocês! Reflitam!


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

16 de setembro de 2009. Eu nasci sim de novo!

Hoje é meu aniversário! Hoje, dia 23 de setembro, completo uma semana de vida! Há uma semana atrás passei os piores momentos da minha vida. Eram tantas dores, tantas incertezas, tantas perguntas e muito poucas respostas.
É muito lugar comum se dizer "como eu amo minha vida". Todo mundo diz. Sempre! Nas novelas de Manoel Carlos, nas propagandas de iogurte, nas conversas em geral e nas igrejas nos dias de domingo. Mas nada torna essa frase tão verdadeira quando você dá de cara com a morte.
Eu acordei no meu terceiro dia de internação achando que estava com gases. A respiração curtinha, o ar que eu conseguia puxar não era suficiente para oxigenar todo meu corpo e a sensação de desconforto era grande. A dor abdominal estava mais aguda e todos os meus órgãos doiam. Não havia conforto em andar, em sentar, em falar, em deitar. O mal estar era geral. Eu não sabia o q estava acontecendo comigo. Eu nao sabia que era tão grave.
O resultado do ultrassom do dia constata água na pleura, água em grande quantidade na cavidade abdominal, vesícula inchada com líquido em seu interior. Não precisava ser expert para entender q algo de errado estava acontecendo. Meus capilares não estavam conseguindo segurar em seu interior o soro que eu estava tomando havia 3 dias. isabelle, Neto, Pablo e médicos me cercavam. A única recomendação que me deram era de que eu fizesse bastante xixi. O máximo de xixi que eu conseguisse. Me pareceu bastante sensato. Mal sabia eu que, naquele instante, a reunião médica chegava a conclusão de q o melhor a fazer se meus rins não correspondessem à expectativa era me intubar e me manter sedada na UTI. Eu não sabia, Cabeça não sabia. E talvez isso tenha sido o ponto de partida para o milagre. Como se soubesse a gravidade da situação, meus rins funcionavam a toque de caixa! No fim da tarde eu já conseguia falar sem tanta dificuldade. Os rostos inalterados dos médicos não me diziam nada. Admiro essa capacidade deles de, nas maiores adversidades, manterem a calma e a serenidade no semblante. Dra. Cylena continuava a vir todas as manhãs me fazer massagens nos pontos de tensão. Eu permanecia calma. Em nenhum momento tive medo. Em nenhum momento me desesperei. A esperança brotava no meu coração e eu não me sentia a salvo, mas me sentia bem assistida o suficiente para confiar. E fiz tanto xixi, mas tanto xixi...
E foi nesse dia que eu renasci. Foi neste dia que tudo mudou. Foi neste dia que a Juliana se reinventou. E é sobre isso o próximo post!
Por esta hora, podem me dar os parabéns! Ano que vem, dia 16 de setembro, com certeza minha casa estará em festa!

domingo, 20 de setembro de 2009

Estou de volta! Estou em casa!


Ah mas me vão faltar linhas para contar todas os acontecimentos da semana. Como será uma semana de repouso absoluto, saibam q inteirarei vocês todos. No mais, cheguei do hospital ontem. Foram 6 dias de internação. Estou de alta!!!! Ai vai só uma fotinha dos meus dias de internação. Dias de dores, dissabores, sofrimentos e principalmente de reflexão. Estou BEM VIVA e é isso que importa quando a gente chegou a ficar bem pertinho da morte. Por hora, volto amanhã pq ainda estou de repouso total até amanhã.